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06/11/2006 23:09
Hoje foi um dia péssimo. Descobri que as portas que estavam abertas me esperando estão se fechando uma a uma.
O que vou fazer ano que vem, não sei. Sei o que não vou fazer: mestrado. Hoje se fechou esta porta para mim. Parece que as coisas acontecem e me guiam para uma vida que sempre temi. Estou já ciente que a gente é para o que nasce, mas tenho medo disso. Estou com medo, muito medo.
Está decidido que não vou mais tentar mestrado. Ponto final.
enviada por Jânsen Diniz
27/10/2006 22:37
Está chegando mais um fim de ciclo em minha vida. Estou terminando o
curso de letras, e os sinais do fim já vêm chegando aos poucos.
Engraçado, ontem terminamos uma das duas disciplinas que temos em comum
no período (a turma 2002.1). Oitenta por cento da turma eu nunca vi na
minha vida, e acho que vou mais ver. Mas é que me bateu ontem um
negócio, sei lá, acho que são as lembranças de tantas despedidas, que
vieram, e acabei passando o resto da noite triste, pensando em mais um
grupo de pessoas que passaram por mim e lá se vão na estrada da
vida.
enviada por Jânsen Diniz
22/10/2006 22:34
Não vou mais escrever textos no word e depois colar aqui. Tudo, de agora em diante, que estiver aqui, será fruto de uma escrita de momento.
Hoje assiti "Naufrago" e li uma reportagem sobre a elevação na temperatura do planeta. Dizia que os melhores - e talvez únicos - lugares para se viver daqui a uns anos serão nos pólos da terra. A temperatura vai aumentar em 6 graus e 80% da população vai perecer até 2040. Fiquei imaginando a vida como será se isso acontecer de fato. Será uma nova idade média. Heheheh!
enviada por Jânsen Diniz
21/10/2006 11:13
O VALOR DAS COISAS
Ultimamente tenho me questionado muito a respeito do valor de coisas como amizade, amigos, família, trabalho, profissão, lazer, etc. Estou passando mais uma vez, em menos de um ano por um processo de revalorização de algumas coisas em minha vida; das pessoas, inclusive. E de mim mesmo. Estou atribuindo novos valores às coisas velhas e às coisas novas também. O momento é de ebulição na minha bolsa de valores.
Aqui quero externar o grande questionamento que tem abalado meu espírito esta semana: a literatura. Perguntas como: de que vale a literatura na vida de alguém? De que vale um poema de Drummond? Qual o ganho que se tem quando se entra nesse mundo? Estou passando por um momento em que não sei mais se Macunaíma é realmente uma puta obra de arte ou se tem o valor que tem por ter sido escrita por Mário de Andrade. Será que uma obra tem seu valor, na realidade, por estar vinculada a um nome? Fico olhando o livro Grande Sertão: Veredas, de Guimarães Rosa, na prateleira de minha estante já há um ano, a espera de ser lido, e um dilema ronda minha cabeça: será que seu valor não lhe é atribuído só por que me dizem que ela tem valor?
O valor de algo em literatura, e em qualquer arte, é atribuído com base em algo muito subjetivo: o gosto, aqui tido como sinônimo de julgamento. Se literatura fosse como futebol, em que se sabe que um centroavante é bom porque faz gol; que um goleiro o é porque os evita; talvez fosse mais fácil. Tenho olhado para os críticos, antologistas, juízes de concursos literários, etc, e grito: quem são vocês para dizer a mim o que é bom ou ruim?
enviada por Jânsen Diniz
20/10/2006 23:15
Estava escrevendo um novo post para esse blog mais, por uma razão ainda desconhecida, um texto de quase vinte linhas se apagou e perdi tudo. Não vou tentar reescrevê-lo, pareceria arificial. O que eu pretendia dizer, não direi mais.
Mas o assunto girava em torno de minha atividade de contista. Recentemente fui premiado num concurso de contos local, e isto me fez refletir muito a cerca disso. Estou pensando em simplesmente dar um tempo nesta atividade. Mesmo que eu tenha vontade de escrever um conto vou procurar não fazê-lo. Tenho pensado os motivos que me levam a escrever: ficar famoso, conhecido? Escrevo por que gosto, por que sinto necessidade? E por que não tenho ficado satisfeito com meus trabalhos ultimamente?
Espero que estas perguntas sejam apenas um momento de reflexão, talvez que eu esteja em vias de mudança de estilo, não sei. Vou esperar para ver.
enviada por Jânsen Diniz
20/10/2006 19:02
Não sei se sei viver nessa lógica da auto-promoção de si mesmo.
As vezes fico pensando como pode uma pessoa falar de si mesma, se está tão perto de si.
Tento sempre não falar de mim, mas, no mundo de hoje, é como se todos estivessem a espera de uma propaganda sua e ficam com uma cara de quem diz: sei...
enviada por Jânsen Diniz
17/10/2006 17:35
Não sei. Acho que existe uma lógica por trás de tudo que a gente sabe qual é, mas disfarça.
Sabemos que fazemos as coisas para agradar aos outros. Não me venham com essa de que "não ligo pro que os outros dizem" - e vira a cara e empina o queixo. Baboseira, Falácia. No mundo de hoje, imagem é tudo. Você é um produto e se vende, se não faz ou pensa assim, tá frito.
Trago isso para o campo da literatura. Questiono-me sempre sobre o alcance da produção dos autores consagrados pela crítica. Não se trata de escrever para alguém, com certo propósito, não é isso que acontece. Digo escrever para seguir certos cânones, para então ser consagrado, reconhecido. Isso me tem tirado o sono. Chego a conclusão de que dizer se uma obra é boa ou ruim é algo tão subjetivo... Depende de tanta coisa... Ah, sei lá. Foi.
enviada por Jânsen Diniz
17/10/2006 17:24
ABERTURA
Quem já veio aqui e agora vê que não há mais os textos de antes, não se assuste. Decidi mudar a cara desse blog. Vou deixar de pôr meus contos aqui. Estou com medo de alguém roubar meus textos. Não que sejam dignos disso, mas, sei lá, vai que alguém consegue alguma coisa com eles...eu não iria me perdoar.
E mais: vou deixar de ser sentimentalóide - pelo menos neste espaço. Aqui vai entrar meu lado mais frio. Vou tentar ser o mais seco e racional possível a respeito das questões que me abalam o cotidiano e me deixam mais certo de que existe algo de podre no mundo dos homens.
enviada por Jânsen Diniz
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